História da Igreja II
Questionário das aulas 10 a 13
1. Quem fundou a Igreja Presbiteriana do Brasil e, resumidamente, qual é a sua biografia?
R. Ashbel Green Simonton foi o missionário fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil. Ele era membro de uma das inúmeras famílias de origem escocesa-irlandesa que viviam no Estado da Pensilvânia. Simonton nasceu em 20 de janeiro de 1833 na localidade de West Hanover, no sul daquele estado. Era o filho mais novo do Dr. William Simonton, um médico que também abraçou a carreira política, tendo sido eleito duas vezes para o Congresso dos Estados Unidos. A mãe de Simonton, Martha Davis Snodgrass, era filha do Rev. James Snodgrass, que durante 58 anos foi pastor da Igreja Presbiteriana local.
2. Apesar de Simonton ter chegado ao Brasil em 1859, somente bem depois foi fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Por qual motivo e quando aconteceu a organização da IPRJ?
R. Em virtude da falta de fluência na língua portuguesa, nos seus primeiros tempos no Brasil, Simonton limitou-se a proferir as suas prédicas em navios ancorados na Baía da Guanabara e em residências de estrangeiros. A partir de maio de 1861, o melhor domínio da língua permitiu que Simonton tivesse mais êxito em atrair interessados e ele manifestou a satisfação de finalmente poder anunciar a sua mensagem aos brasileiros (e portugueses) e ver os primeiros frutos. Assim, a 12 de janeiro de 1862 concretizou-se a primeira grande realização de Simonton, que foi a fundação da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.
3. No ano de 1864, dois acontecimentos marcaram a história da IPB. Quais foram eles?
R. No dia 23 de outubro, o ex-sacerdote José Manoel da Conceição foi formalmente recebido como membro da igreja, após declarar publicamente a sua adesão à fé evangélica. Conceição havia sido pároco em várias cidades do interior de São Paulo e convivera com imigrantes protestantes. Sua ênfase às Escrituras e outras posições consideradas pouco ortodoxas levaram seus colegas a apelidá-lo de "padre protestante". Os seus contatos com o Rev. Blackford finalmente o levaram a romper com a religião que, conforme afirmou, havia inspirado os melhores atos da sua vida. Essa importante adesão deu grande publicidade ao novo movimento. Dois dias após a profissão de fé de Conceição, ocorreu o lançamento da Imprensa Evangélica, o primeiro periódico protestante do Brasil, que haveria de circular por 28 anos.
4. Descreva os acontecimentos ocorridos em 1865 e que deram grande impulso ao presbiterianismo no Brasil.
R. Em 1865, surgiram outras duas comunidades presbiterianas no Brasil, ambas na Província de São Paulo. O Rev. Blackford organizou em março a igreja da capital, em um salão localizado junto ao Largo de São Bento, e em novembro outra igreja na distante vila de Brotas, a última paróquia do ex-padre Conceição. Surgia assim um novo fenômeno no nascente protestantismo brasileiro — a conversão de grandes famílias residentes no interior; no caso de Brotas, as famílias Gouvêa e Cerqueira Leite. Agora, com a existência de três comunidades, foi possível a Simonton e seus colegas dar mais um passo importante na institucionalização do presbiterianismo no Brasil — a criação de um presbitério ou federação regional de igrejas.
5. Quando e onde foi instalado o Presbitério do Rio de Janeiro, e a qual Sínodo ficou vinculado?
R. O Presbitério do Rio de Janeiro foi solenemente instalado no dia 16 de dezembro de 1865, na cidade de São Paulo. Era composto por apenas três pequenas igrejas e três missionários estrangeiros, e ficou filiado ao Sínodo de Baltimore, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.
6.Por qual motivo e quando foi fundado o primeiro Seminário Presbiteriano no Brasil?
R. Simonton percebeu que a Igreja Presbiteriana do Brasil não poderia crescer e emancipar-se sem a preparação de líderes. Assim, no dia 14 de maio de 1867, tiveram início as aulas do Seminário do Rio de Janeiro, tendo como professores o próprio Simonton, seu colega Schneider e o pastor luterano Carlos Wagner. Essa modesta instituição teológica formou os quatro primeiros pastores presbiterianos nacionais: António Bandeira Trajano, Miguel Gonçalves Torres, Modesto Perestrello de Barras Carvalhosa e António Pedro de Cerqueira Leite.
7. Relacione as principais contribuições de Simonton, no sentido de lançar as bases do presbiterianismo no Brasil.
R. 1. A fundação da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (1862), a primeira comunidade reformada de língua portuguesa a ser estabelecida no Brasil (composta de brasileiros e portugueses).
2. A criação da Imprensa Evangélica (1864), o primeiro periódico evangélico de língua portuguesa a circular no Brasil.
3. A organização do Presbitério do Rio de Janeiro (1865). O presbitério é a instituição mais característica do sistema presbiteriano de governo, visto ser o órgão que ordena os ministros e supervisiona as igrejas locais.
4. O seu interesse pela educação, materializado na criação da escola paroquial anexa à igreja do Rio de Janeiro.
5. A sua preocupação com o treinamento de uma liderança presbiteriana nacional, traduzida na instalação do Seminário do Rio de Janeiro (1867), que formou os primeiros pastores de língua portuguesa.
6. O seu espírito tolerante e aberto, expresso no relacionamento próximo que teve com colegas de outras confissões evangélicas, como o congregacional Kalley e o luterano Wagner, e mesmo com sacerdotes da religião majoritária, com os quais dialogou frequentemente.
7. Seu interesse pela boa literatura evangélica no idioma pátrio. Além de seus editoriais e artigos na Imprensa Evangélica, escritos num português que faria inveja a muitos brasileiros, Simonton traduziu o Breve Catecismo de Westminster e outras obras, escreveu um comentário bíblico e deixou muitos sermões, alguns dos quais foram reunidos por seu cunhado Blackford e publicados nos Estados Unidos em 1868.
8. Sua visão de uma igreja que não devia isolar-se, mas inserir-se fortemente na sociedade, contribuindo decisivamente para o aperfeiçoamento ético, intelectual e espiritual dos indivíduos, das famílias e das instituições.
9. O desprendimento que demonstrou, deixando o conforto e a segurança da terra natal para dedicar a sua vida e esforços em benefício do povo brasileiro, continua a ser uma fonte de inspiração e motivação para os herdeiros do seu movimento.
8. Além da Igreja Presbiteriana do Brasil, que outras organizações religiosas têm base presbiteriana no Brasil?
R. Atualmente, existem no Brasil várias denominações de origem reformada ou calvinista. Entre elas incluem-se a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a Igreja Presbiteriana Conservadora, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, tais como suíços, holandeses e húngaros.
9. Antes de Simonton, houve uma tentativa de introdução do calvinismo no Brasil que ocorreu em meados do século XVII através dos holandeses. Como se deu tal tentativa?
R. No contexto da guerra contra a Espanha, a Companhia das Índias Ocidentais ocupou o nordeste brasileiro por vinte e quatro anos (1630-1654). O mais famoso governante do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que aqui esteve apenas sete anos (1637-1644). Embora os residentes católicos e judeus tenham gozado de tolerância religiosa, a igreja oficial da colónia era a Igreja Reformada da Holanda, que realizou uma grande obra pastoral e missionária. Ao longo dos anos foram criadas 22 igrejas e congregações, dois presbitérios (Pernambuco e Paraíba) e até mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). Além da assistência aos colonos europeus, a igreja reformada fez um notável trabalho missionário junto aos indígenas. Ao lado da pregação e do ensino, houve a preparação de um catecismo na língua nativa. Outros projetos incluíam a tradução das Escrituras e a ordenação de pastores indígenas, o que não chegou a efetivar-se. Com a expulsão dos holandeses, as igrejas nativas vieram a extinguir-se e, por um século e meio, desapareceram os vestígios do calvinismo no Brasil.
10. Simonton e seus companheiros eram todos da Igreja Presbiteriana do Norte dos Estados Unidos (PCUSA). Mas vieram para o Brasil missionário dos Sul dos Estados Unidos. Quando isso ocorreu, quem foram tais missionários e quais os resultados?
R. Em 1869 chegaram os primeiros missionários da Igreja do Sul (PCUS): George Nash Morton e Edward Lane. Eles fixaram-se em Campinas, região onde residiam muitas famílias norte-americanas que vieram para o Brasil após a Guerra Civil no seu país (1861-1865). Em 1870, Morton e Lane fundaram a igreja de Campinas e, em 1873, o famoso, porém efêmero, Colégio Internacional. Os missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. O pioneiro em várias dessas regiões foi o incansável Rev. John Boyle, falecido em 1892.
11. Quem foram e como aconteceu o trabalho missionário dos presbiterianos no Norte e Nordeste do Brasil?
R. Os obreiros da PCUS também foram os pioneiros presbiterianos no nordeste e norte do Brasil (de Alagoas até a Amazônia). Os principais foram John Rockwell Smith, fundador da igreja do Recife (1878); DeLacey Wardlaw, pioneiro em Fortaleza; e o Dr. George W. Butler, o "médico amado" de Pernambuco. O mais conhecido dentre os primeiros pastores brasileiros do nordeste foi o Rev. Belmiro de Araújo César, patriarca de uma grande família presbiteriana. Além disso, os missionários da Igreja do Norte dos Estados Unidos, auxiliados por novos colegas, davam continuidade ao seu trabalho nos campos da Bahia e Sergipe, onde atuou, além de Schneider e Blackford, o Rev. John Benjamin Kolb.
12. Que fato marcou o desligamento da IPB das igrejas mães norte-americanas?
R. Em setembro de 1888, foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, que assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas-mães norte-americanas. O Sínodo compunha-se de três presbitérios (Rio de Janeiro, Campinas-Oeste de Minas e Pernambuco) e tinha vinte missionários, doze pastores nacionais e cerca de 60 igrejas. O primeiro moderador foi o veterano Rev. Blackford. O Sínodo criou o Seminário Presbiteriano, elegeu seus dois primeiros professores e dividiu o Presbitério de Campinas e Oeste de Minas em dois: São Paulo e Minas.
13.Quando foi organizada a Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana do Brasil e quem foi seu moderador?
R. Em 1907, o Sínodo dividiu-se em dois (Norte e Sul) e em 1910 foi organizada a Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana do Brasil. O instalador da Assembléia Geral foi o veterano Modesto Carvalhosa, ordenado 40 anos antes. A Assembleia Geral foi instalada na Igreja do Rio de Janeiro, e o Rev. Álvaro Reis foi eleito seu primeiro moderador.
14. Como foi o período que terminou com a comemoração do centenário do presbiterianismo no Brasil?
R. Nas décadas de 1930 a 1950, a IPB continuou a crescer e a aperfeiçoar a sua estrutura, criando entidades voltadas para o trabalho feminino, mocidade, missões nacionais e estrangeiras, literatura e ação social. O período terminou com a comemoração do centenário do presbiterianismo no Brasil.
Nessa época, a igreja era constituída dos seguintes sínodos: (1) Setentrional: estendia-se de Alagoas até a Amazónia, estando o maior número de igrejas no Estado de Pernambuco; (2) Bahia-Sergipe: criado em 1950, quando o Presbitério Bahia-Sergipe, antigo campo da Missão Central, dividiu-se nos presbitérios de Salvador, Campo Formoso e Itabuna; (3) Minas-Espírito Santo: surgiu em 1946, abrangendo o leste de Minas e o Espírito Santo, a região de maior crescimento da igreja; (4] Central: formado em 1928, incluía o Estado do Rio de Janeiro, bem como o sul e o oeste de Minas Gerais; (5) Meridional: sínodo histórico (1910-47), abrangia São Paulo, Paraná e Santa Catarina; (6) Oeste do Brasil: foi formado em 1947, abrangendo todo o norte e oeste de São Paulo. No final da década de 50, foram entregues pelas missões os Presbitérios de Triângulo Mineiro, Goiás e Cuiabá.
15. Faça uma biografia resumida do primeiro ministro presbiteriano brasileiro.
R. José Manoel da Conceição nasceu na cidade de São Paulo em 11 de março de 1822, tendo sido batizado treze dias depois. Era filho do português Manoel da Costa Santos e da brasileira Cândida Flora de Oliveira Mascarenhas. Dois anos mais tarde, a família mudou-se para Sorocaba, onde o menino foi criado e educado por seu tio-avô, o padre José Francisco de Mendonça. Desejoso de seguir o sacerdócio, foi para São Paulo, onde frequentou o curso anexo da Academia Jurídica e estudou teologia (1840-1842). Relacionou-se com protestantes e sentiu-se atraído por eles, levado pelo bom testemunho de suas vidas religiosas. Em Ipanema, visitou a família inglesa Godwin e as casas dos alemães, impressionando-se com a maneira respeitosa como guardavam o domingo e com a prática da leitura da Bíblia e de livros religiosos. Em 1844 e 1845, Conceição foi sucessivamente ordenado diácono e presbítero da Igreja Romana, sendo enviado para Limeira. Começou a pregar mensagens evangélicas e a incentivar o povo a ler a Bíblia, sendo apelidado de "padre protestante". Preocupado com a situação, o bispo D Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade passou a transferi-lo com frequência de uma paróquia para outra. No dia 23 de setembro de 1864, Conceição foi a São Paulo e foi hospedado por Blackford. Dois dias depois, um domingo, participou pela primeira vez de um culto protestante. No dia 28, obteve uma audiência com o bispo e lhe comunicou que estava deixando o sacerdócio e a Igreja Católica Romana. Uma semana mais tarde, em 4 de outubro, partiu com o missionário para o Rio de Janeiro, deixando em mãos de um amigo a carta de renúncia que devia ser entregue a D. Sebastião. Sua chegada à capital do império causou sensação e quando pregou pela primeira vez, no dia 9, a sala ficou repleta. Fez amizade imediata com o Rev. Ashbel Simonton, que ainda sentia a morte da esposa ocorrida há três meses. No dia 23 de outubro de 1864, Conceição fez a sua pública profissão de fé e foi batizado pelo Rev. Blackford. O Rev. Simonton proferiu breves palavras, e o ex-padre explicou aos presentes o passo que havia dado. A série de conferências que fez foi o seu primeiro trabalho como evangélico. Sendo culto e eloquente, a sua conversão causou consternação no clero católico. Em dezembro de 1865, Conceição foi ordenado pastor presbiteriano.
16. Em linhas gerais como foi o ministério do Rev. Manoel da Conceição?
R. O Rev. Conceição exerceu o seu ministério de maneira sacrificial e abnegada. Seu método era ir de vila em vila e de casa em casa, pregando, lendo e expondo a Bíblia. Vivia como um nômade, pregando em toda parte e experimentando toda sorte de privações, que lhe prejudicaram a saúde.
Passava a noite em qualquer lugar que lhe oferecessem e, em sinal de reconhecimento, servia de enfermeiro a algum doente ou prestava pequenos serviços, como varrer e lavar. Alimentava-se de maneira frugal e o seu único vestuário era o que lhe cobria o corpo. Nas longas peregrinações, ocupava as horas vagas escrevendo a lápis sermões, traduzindo artigos e fazendo anotações curiosas sobre tudo o que observava.
17. Antes do Rev. Ashbel Green Simonton, houve alguma instituição que atuou na área de evangelismo, no Brasil? Quais e como?
R. Geralmente se afirma que as missões protestantes no Brasil tiveram início em caráter definitivo com a chegada dos Revs. Robert Reid Kalley e Ashbel Green Simonton, na década de 1850. Todavia, muitos anos antes havia surgido a primeira manifestação significativa do protestantismo missionário no país, que foi o trabalho das sociedades bíblicas, a Britânica e Estrangeira, fundada em 1804, e a Americana, fundada em 1816. A sociedade inglesa começou a enviar Bíblias para o Brasil de modo regular poucos anos antes da independência. Essas Bíblias, impressas na Inglaterra, geralmente eram na versão do padre António Pereira de Figueiredo, visando facilitar a sua aceitação no ambiente católico. Inicialmente foram trazidas por capitães de navios, comerciantes e diplomatas. Mais tarde as sociedades bíblicas passaram a ter os seus próprios agentes no Brasil.
18. As sociedades bíblicas usaram de que expediente para distribuir Bíblias pelo vasto território brasileiro?
R. Para facilitar a distribuição das Bíblias, principalmente no vasto interior do país, as sociedades passaram a contratar “colportores", homens simples, dedicados e corajosos que escreveram algumas das páginas mais inspiradoras da história da evangelização do Brasil.
19. Como atuavam os colportores?
R. Eles saíam por toda parte, deslocando-se a cavalo, de trem, barco e a pé, vendendo Bíblias, Novos Testamentos, panfletos e periódicos a quem encontrassem. Por força do seu trabalho, eram também evangelistas e plantadores de igrejas. Foram companheiros e, com frequência, precursores dos missionários e dos pastores nacionais. O trabalho destes últimos muitas vezes foi facilitado pela atuação dos incansáveis colportores.
20. Dentre os colportores que atuaram no Nordeste, descreva um que se destacou por seu trabalho junto a igrejas e congregações presbiterianas.
R. Muitos colportores eram nordestinos e trabalharam na sua própria região. Um dos mais destacados foi o paraibano Francisco Filadelfo de Souza Pontes, que colaborou com o Rev. Alexander Blackford quando este era agente da Sociedade Bíblica Americana (1877-1880), acompanhando-o numa visita ao Maranhão em 1878. Pontes fez longas viagens de colportagem e de evangelização do rio São Francisco para o norte. Esteve à frente da congregação presbiteriana de Goiana e por dois anos, até o final de 1883, dirigiu a da Paraíba (João Pessoa), em meio a fortes perseguições. Residiu por dois anos em Caxias, no Maranhão, onde estabeleceu a congregação presbiteriana, e por onze anos em Teresina.
21. Houve algum pastor presbiteriano que foi colportor?
R. Os primeiros pastores presbiterianos nacionais foram todos colportores quando ainda eram aspirantes ao ministério. No Nordeste, houve os discípulos do Rev. John R. Smith: João Batista de Lima, José Francisco Primênio da Silva e Belmiro de Araújo César. Referindo-se a Smith, Themudo Lessa afirmou: "De largo descortino como missionário, soube rodear-se de um corpo seleto de colportores-catequistas, que foram desbravando o terreno para a sementeira que se ia fazer. Eram homens de fé e de coragem, prontos a arrostar perseguições por amor da causa em que se empenhavam".
22. Como o Rev. Boanerges Ribeiro registrou as dificuldades enfrentadas por muitos colportores.
R. "Em 1864 o delegado expulsava um colportor de Santo Amaro, Bahia, depois de apreender seus livros. Em 1867 um delegado negava licença para vender Bíblias em Sergipe. Em 1869, em Santos, um delegado expulsava o colportor da cidade, obstando a que retirasse um caixote de Bíblias da alfândega. Em 1871, em Olinda, o Vigário Capitular apreendia as Bíblias de um colportor previamente detido pelo delegado de polícia. Em 1873 em Guaratinguetá um colportor era ameaçado de espancamento, após violento sermão do padre contra suas Bíblias - e tinha de retirar-se... Colportores sempre foram parte valiosíssima do staff missionário, nesses anos iniciais. Precediam os pregadores; sofriam os primeiros embates da oposição, e os enfrentavam. Abriam novas frentes evangelísticas. Homens rústicos, primários na instrução, dedicados e decididos, pouco valeu contra sua presença constante, o latim, a artilharia patrística e a alta posição dos bispos: abriram caminho, espalharam Bíblias, deixaram atrás de si famílias prontas para aderir ao protestantismo".
Esta página tem por finalidade colocar à disposição dos meus alunos da Escola Teológica Rev. Celso Lopes o material referente às aulas da matéria título do blog.
Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
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Quem sou eu
- Pedro Corrêa Cabral
- Sou pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil e, atualmente, pastoreio a Primeira Igreja Presbiteriana do Tabuleiro, em Maceió, Alagoas. Sou também professor de História da Igreja, de Introdução Bíblica, e Cartas Gerais, na Escola Teológica Rev. Celso Lopes. Além disso, sou coronel-aviador da Força Aérea Brasileira, já reformado.


1 comentários:
Ola irmão!
Queria convidar você para conhecer o meu blog, o Genizah que horas é pirado e engraçado, horas é exaltado e sério, mas é super do bem e tem como regra levar o Evangelho da Liberdade Verdadeira e a Santa Subversão de Jesus ao mundo egocêntrico e perdido nos seus valores! E, ainda dando tempo, aproveito para tirar uma onda com este pessoal que anda explorando a fé das pessoas e ainda dizendo que são cristãos... Ops!
Abraços em Cristo e Paz!
Danilo
http://genizah-virtual.blogspot.com/
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